*****Um belo dia acordamos e descobrimos que APAIXONAR-SE É INEVITÁVEL*****

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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Quando O Melhor Vence



Apenas nos resta bater palmas e reconhecer.

O Santa Cruz chegou no seu limite e estagnou, ou até mesmo declinou, essa seria uma ‘boa’ justificativa pro fiasco coral diante do Náutico ontem nos Aflitos. Em três palavras, um time tenso, medroso e apático.

Chegamos ao máximo, mas nesse caso, o máximo foi muito pouco. Alguns estão satisfeitos com uma mera classificação pra série D, algo que pra mim vai além de uma obrigação, seria inadmissível o contrário.

Agora somos os favoritos pra 4ª divisão (como odeio esta série), o time a ser batido, o terror dos adversários. Será? Preferiria que não. Correr por fora sempre é mais fácil e mais cômodo, sem pressão tudo flui com mais naturalidade, como creio que irá acontecer na Copa NE, onde definitivamente estamos longe de sermos favoritos.

(Me desculpem as colocações no plural, é muito difícil separar a minha pessoa do Santa Cruz.)

Ao fim do jogo contra o Timba, fiquei lembrando da minha revolta no dia 3 de fevereiro deste ano, era o nosso aniversário e perdemos em casa para o Sport, pra não dizer humilhados. Enlouqueci, desci do salto e dei ‘chilique’ no Arruda, mas passou. Também lembrei que metemos 4 neste mesmo timbuzinho na fase classificatória.

A diferença entre esses dois jogos e o jogo de ontem nos Aflitos são essas:

Primeiro, eu não me desesperei em momento algum, até dei umas risadas com a falta de qualidade técnica de alguns (muitos) em campo. Confesso que esperava a derrota desde o jogo no Arruda. O Náutico vinha numa crescente na competição, além de descansado e treinando forte, enquanto nós, apenas éramos desclassificados pelo Atlético-GO na CB e buscávamos algum fôlego nesta reta final do Estadual.

E segundo, que nó tático hein Dado? Os alvirrubros devem essa ao Gallo, ele foi o cara nos dois jogos. Com uma dupla de volantes que apareceram pro jogo, o Ramires e o Hamilton, o treinador timbu, além de ousar na escalação ofensiva que nunca tinha sequer treinado junto, montou um esquema defensivo forte que anulou completamente os homens de criação do Santinha, no caso o Elvis e o Jackson. A solução seria o jogo pelas laterais, mas não temos alas que chamem para si a responsabilidade, o Matuto parece que desaprendeu e o Mendes nunca aprendeu (diferentemente do Zé Carlos, autor da jogada do gol timbu). Sendo assim, a bola não chegava ao ataque e quando chegava era totalmente sem perigo, isso quando o Faísca não estava impedido.

Deste último me recuso até a falar, pela primeira vez concordo com o Carlinhos Bala, quem quer ser rei faz gol e não propaganda enganosa e marketing pessoal. Boa Bala! Você não vale nada mas gostei das palavras.

Alguns já vinham chamando atenção pra ciumeira e pro estrelismo na equipe coral. Um individualismo desnecessário entre o trio Elvis, Joélson e Brasinha foi fator determinante para o fracasso do time em ambas competições disputadas. Mas a culpa disso tudo também é da carência do torcedor coral, comemorou-se uma vitória no Rio como se fosse título Mundial. Muita confete pra pouco talento e deu no que deu. A euforia só fez aumentar a ganância das ‘estrelas’ e todos queriam ser o ‘rei do povo’.

Voltando ao clássico e ao Náutico, que massacre! Fazia tempo que eu não via um clássico de 1 time só. Sempre imaginamos que em clássicos a camisa pesa, a torcida joga junto, e independente do bom ou mau momento, ambas as equipes crescem, jogam na raça, com o coração na ponta da chuteira. Não foi o que aconteceu.

Com o 1x0 o Santa saiu no lucro, com exceção do goleiro Tutti, todos entraram em campo pra ver o time de vermelho jogar, ou melhor, voar em campo. Não parto do princípio de que pipocaram, acho que faltou comando. Juntando a limitação técnica, tática, o fator campo e o empurrão do torcedor, não tinha como não dar Náutico.

Mais uma vez caímos diante de um adversário mais bem preparado,tanto tecnicamente quanto fisicamente. O Santa Cruz não suporta a pressão de um time bem montado e equilibrado emocionalmente, foi assim com o Atlético-GO e agora com o Náutico. A disparidade é tanta entre nós e eles que até um ‘cego’ consegue vê. Pensar o que numa hora dessas? Nada. Novamente a casa caiu.

O Náutico, assim como o dragão goiano, foi melhor em tudo, em todos os setores e em todos os momentos. Por isso repito quantas vezes forem preciso, ambas as desclassificações foram justíssimas. Realmente, quem venceu foi o melhor e merecedor da conquista.

Pra finalizar, alguns pontos:

1) O lado positivo do Náutico ser campeão é que se o escroto do Bala for um homem de palavra, não precisaremos desfrutar mais da sua companhia nos campos de PE.

2) Quem é mulher pode confirmar o que falo, se você chega em um salão de beleza se depara com profissionais capazes de suprir qualquer função na hora do sufoco. Manicure vira escovista, depiladora faz sobrancelha, a mulher do financeiro vai lavar um cabelo pra adiantar um serviço. Enfim, acredito que quem souber suprir outras funções no futebol que não a sua de fato, larga na frente e com uma boa vantagem. Não temos isso.

3) Que coisa ridícula o uniforme do quadro arbitral da FPF, cheio de patrocínios gigantescos em todos os lados, em cima e em baixo. Ta faltando dinheiro é? Isso tem que ser revisto, repensado e proibido. Os clubes ganham por isso? Se não, deveriam. Pois usam os nossos momentos (jogos) para fazer merchand, além da poluição visual.

4) Banco. Faltando 15´, na hora do sufoco e precisando de um gol, quem entra? André Leonel. Assim não dá Santa Cruz, é querer zombar do coração alheio.

5) Aos torcedores satisfeitos, objetivo conquistado uma ova! No dia que eu me conformar com uma mera classificação pra série D vou procurar um time de futebol americano pra torcer.

6) Como se não bastasse a violência que afasta os bons torcedores, agora temos TV ao vivo, horário da madrugada e preços abusivos. Espero que os mandachuvas estejam satisfeitos com esses dois públicos pífios entre Santa x Náutico. Parabéns!

De resto Santinha, saiba que você está começando a ser um chato previsível e não mais está abalando esse coraçãozinho velho de guerra. O que é muito, mais muito, lamentável. Sorte a nossa que isso é futebol e não vôlei, sendo assim não temos confronto de perdedores, caso contrário, certeza que ficaríamos em 4° lugar, atrás da patativa.

Bola pra frente e que vença o melhor nessa final em duas cores, to nem aí pros dois.

Saudações corais!!!

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