*****Um belo dia acordamos e descobrimos que APAIXONAR-SE É INEVITÁVEL*****

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Nossas Próprias Mentiras


Brincando com o controle remoto me deparei com o início do filme “Muito mais que um crime”. De começo, pensei que seria mais um daqueles filmes americanos de tribunal chatos, me enganei.

Apesar do filme ser de 1989, obviamente não irei fazer um resumo da história pra não tirar a surpresa de quem ainda vai assistir. Mas, confesso que não consigo dormir pensando na mensagem passada pelo roteiro.

Diante de um mundo tão cruel e falso, hoje, me pego perguntando qual seria a verdadeira face de um crime, ou de um fato, não importa o detalhe. Nós, humanos, simplesmente acreditamos naquilo que queremos acreditar, ou seja, na nossa verdade.

Deve ser muito difícil descobrir que aquilo que você crer não passa de inverdades. Pior ainda quando tais mentiras nos esconde a nossa real história.

Bem no popular, posso dizer que “noiei” com o danado do filme. E sinceramente, não vou me crucificar por isso. Apenas vou curtir essa paranóia.

Refletir seria a palavra. Tentar descobrir qual é a minha verdade.

O mundo não vai deixar de ser cruel ou "menos mentiroso”.

O que não podemos é passar a acreditar nas nossas próprias mentiras.

Assistam, parece bobo, mas é interessante.

Um comentário:

  1. Dani, isso é um processo para toda a vida, é uma vigília sem fim. É a viagem do autoconhecimento, longa e dolorosa.

    Melhor definiu Lars Gustafsson: nosso subconsciente tem vida própria. "Quando o subconsciente é abandonado a si próprio por um momento, ele começa, muito simplesmente, a tecer uma trama. Cria uma identidade para si próprio, adapta-se ao meio e produz diligentemente novas formas de preencher o súbito vácuo que se cria quando esquecemos a realidade imediata. Parece não haver nada de que o subconsciente tenha tanto medo como a sensação de não ser ninguém. E, servidor prestável, começou a fabricar-me uma biografia!"

    Para quem é "irmã do Sonho" (Salve, Florbela Espanca), como eu, esse dilema é constante...

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